Projeto de Bioeconomia entre Brasil e Alemanha estudará aplicações para macroalgas marinhas

2.3.2017

© 2016 Fraunhofer-Gesellschaft Fraunhofer IVV
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O Instituto Fraunhofer para Engenharia de Processos e Embalagens IVV e o Centro de Projetos Fraunhofer para inovação em Alimentos e Bioeconomia coordenam, em parceria com o Instituto de Botânica da USP,  projeto que estudará aplicações para macroalgas marinhas. O projeto denominado SeaFeed foi aprovado pelo programa alemão de Bioeconomia Internacional e terá duração de três anos.

Devido à sua extensa costa e sua diversidade de climas, o Brasil apresenta uma enorme biodiversidade de algas marinhas, sejam nativas ou exóticas. A presença de biomassa de algas tem sido notada em diversos estados. As macroalgas, também chamadas de plantas marinhas, possuem funções fundamentais no ambiente marinho, criando zonas de refúgio e reprodução a outros seres, melhorando a qualidade da água e até mesmo servindo de alimento. Em escala comercial costumam ser cultivadas por possuírem uma grande e rápida produção de biomassa e também por conterem substâncias como carragenana e ágar, muito aproveitadas no setor alimentício. A carragenana, por exemplo, atua como espessante, gelificante, agente de suspensão e estabilizante, tanto em sistemas aquosos quanto em sistemas lácteos.

No âmbito do projeto SeaFeed os pesquisadores irão concentrar suas atividades na produção e coleta sustentável legal de macroalgas marinhas para posterior fracionamento e aplicação de suas frações em alimentos e rações para animais. Para isso contarão com o apoio do Instituto de Botânica da USP, do Instituto Botânico de São Paulo, do Instituto de Pesca, da UNESP/FMVZ e da Fundação Instituto de Pesca do Rio de Janeiro. Também participam do projeto empresas brasileiras produtoras de algas como a Companhia das Algas no Ceará e a D’Alga Aquicultura Urbana, além das alemãs Coperion, OceanBasis, Scheid AG, Deutsche Tiernahrung Cremer e  Van Hees.

No projeto teuto-brasileiro serão estudadas algas marinhas pré-selecionadas produzidas em cultivos marinhos e em sistemas multitróficos associados com criação de peixes e ostras. Adicionalmente serão testadas algas arribadas e coletadas em bancos devidamente autorizados através de manejos sustentáveis.

Na Alemanha, em outro projeto, o Instituto Fraunhofer IVV já realiza uma pesquisa, com parceiros da União Européia para a utilização de algas como um possível substituto do sal.

Sobre o Instituto Fraunhofer IVV

O Instituto Fraunhofer IVV faz parte da Sociedade Fraunhofer, maior organização de pesquisa aplicada da Europa, com uma equipe de 24.500 pessoas, 69 Institutos na Alemanha e mais de 80 centros de pesquisa no mundo.

O Fraunhofer IVV atua no desenvolvimento de tecnologias que possibilitam a qualidade de produção de alimentos e embalagens. Suas tecnologias visam garantir ao longo da cadeia produtiva o uso eficiente das matérias primas, bem como o baixo impacto ambiental do de seus desenvolvimentos.

No Brasil, o Instituto IVV, em parceria com o ITAL, implementou em 2012 o Centro Projetos Fraunhofer para Inovação em Alimentos e Recursos Renováveis, com o objetivo de reforçar a cultura de pesquisa e desenvolvimento orientada para a inovação, bem como aumentar o valor agregado de produtos ao longo de toda a cadeia produtiva, integrando produção de alimentos e bioenergia.

 

 

Por: Fraunhofer Liaison Office Brazil